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Os Camilianos no Brasil

A história dos Camilianos no Brasil (Província Camiliana Brasileira) teve seu início na Itália, em 1922. Tudo começou quando o padre Teófilo Sanson, pároco de Sete Lagoas - MG, da arquidiocese de Mariana, esteve internado no hospital de Pádua, onde os capelães eram camilianos. Vendo e experimentando como esses capelães tratavam os doentes, simpatizou com o carisma camiliano e os convidou para uma possível fundação em Minas Gerais. O convite chegou ao conhecimento do então superior geral da ordem, pe. Alfonso Andrioli, que escreveu ao arcebispo de Mariana, D. Silvério Gomes Pimenta. Este respondeu imediatamente, oferecendo paróquias e hospitais.

Após breves tratativas, foi escolhido para abrir caminho o pe. Inocente Radrizzani, tendo por companheiro de missão o pe. Eugênio Dalla Giácoma. Em fins de agosto do mesmo ano (1922), os dois missionários já estavam embarcando rumo ao Rio de Janeiro, mesmo sabendo que Dom Silvério estava agonizante. Quando desembarcaram no Rio, souberam da morte de D. Silvério. Esse fato lhes veio causar graves dificuldades, obrigando-os inclusive a mudar o plano do início da missão em terras brasileiras. Foram até aconselhados a voltar para a Itália, mas os denodados pioneiros não perderam a esperança e foram conversar com o arcebispo de São Paulo, D. Duarte Leopoldo e Silva, que deu aos camilianos carta branca para procurarem a capelania de algum hospital como ponto de partida para suas atividades na arquidiocese. Assim, o primeiro campo de trabalho foi o Hospital Humberto I (hoje desativado), da colônia italiana, onde em 15 de novembro de 1923, o pe. Eugênio Dalla Giácoma assumiu a capelania, iniciando oficialmente a atividade camiliana no Brasil. Depois foi assumida a capelania da Santa Casa de Misericórdia e, daí para frente, vários outros hospitais da arquidiocese de São Paulo.

Desde o início, o pe. Inocente andava à procura de um terreno para instalar a sede da fundação. Providencialmente, Dom Duarte veio-lhe ao encontro concedendo-lhe um terreno de 5000m² na Vila Pompéia, com a capela de Nossa Senhora do Rosário e pequenas dependências além de uma escola primária, com a única condição de atender pastoralmente à população local. Foi ali, num bairro quase deserto, recém loteado, que surgiu e permanece até hoje a casa mãe da província brasileira dos camilianos.

Na Pompéia, ao lado da capela, construiu-se em 1928 o "Ambulatório São Camilo" primeiro centro camiliano de assistência médica aos doentes no Brasil unindo, em harmonia com o ideal de São Camilo, a assistência corporal e espiritual. O primeiro camiliano responsável pelo ambulatório foi o irmão Antônio Guzzetti. Em 1935, o ambulatório transformou-se em "Policlínica São Camilo". Em 10 de setembro de 1944, foi lançada a primeira pedra do "Hospital São Camilo" que teve a sua primeira parte concluída no dia 23 de janeiro de 1960. Também a capela tornara-se pequena para a população emergente do bairro. Em seu lugar, em 1928, deu-se início à construção da nova igreja que, a partir dos anos 40, passou a funcionar como "Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia".

Os camilianos italianos começaram cedo a preparar continuadores brasileiros para a grande missão na área da saúde. Em 1933, ao lado da igreja abriram o Seminário São Camilo, com a admissão dos primeiros candidatos e, em 19 de março de 1935, assumiram a primeira atividade fora do Estado de São Paulo, em Faxinal Branco (atual Iomerê) em Santa Catarina, onde assumiram a paróquia, construíram um seminário (hoje transformado na sede da Prefeitura do município) e, em 1944, abriram um pequeno hospital, para onde mais tarde passou a funcionar o seminário. O noviciado foi aberto em 18 de março de 1938, junto à casa provincial, com os primeiros 4 noviços.

Em 1940, os camilianos chegaram ao Rio de Janeiro, a pedido de Dom Sebastião Leme, para atender a capelanias de alguns hospitais da arquidiocese.

Com a vinda de novos membros da Itália e o surgimento de religiosos camilianos brasileiros, a pequena semente foi crescendo e estendendo sua ação pelo Brasil a fora. Mesmo enfrentando crises, como na década de 60, após o Vaticano II, os religiosos camilianos tornaram-se pessoalmente presentes e atuantes em vários estados brasileiros: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Brasília, Ceará e Amapá. Junto com seus numerosos cooperadores leigos, eles são responsáveis por vários hospitais, diversas obras assistenciais, institutos de educação, grupos de pastoral da saúde, que atuam em boa parte do território nacional.

Atualmente, com mais de 85 anos de presença no Brasil, os camilianos contam com 15 comunidades religiosas, somando dezenas de religiosos, padres e irmãos; são responsáveis por aproximadamente 45 hospitais e outras instituições (próprios ou de terceiros); dirigem algumas faculdades e escolas com prioridade na área da saúde, entre as quais se destaca o Centro Universitário São Camilo, em São Paulo; exercem seu ministério em 7 paróquias e em muitas capelanias hospitalares; animam a pastoral da saúde a nível nacional através do "ICAPS - Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde", em conjunto com a CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil, dioceses e paróquias.

Aí está, simplificada, a história dos CAMILIANOS NO BRASIL: uma pequenina semente transformou-se em árvore frondosa, irradiando amor, saúde e salvação para o nosso povo sofrido e enriquecendo a igreja brasileira com seu carisma dom de Deus para os que sofrem.

Para mais informações acesse o site www.camilianos.org.br.